RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS E PROCESSOS DE PESQUISA
Escutar é a primeira pesquisa.
Esse é o gesto que abre cada residência artística de Tiça Camargo, orientada pela Agrofloresta Estética.
Cada residência nasce do encontro entre pessoas, culturas e territórios. Sem formato pré-determinado, propõe processos que dialogam com as características de cada contexto, com suas histórias, saberes e formas próprias de produzir conhecimento.
A pesquisa que sustenta esse trabalho parte de uma pergunta central: como experiências humanas se transformam em consciência? A partir dela, os processos em residência investigam as relações entre memória, identidade, cultura, corpo, imagem e pertencimento.
Questões de investigação
Como a memória participa da construção da identidade individual e coletiva?
De que maneira histórias, afetos e experiências se manifestam na imagem, no comportamento e na comunicação não verbal?
Como arte e cuidado ampliam a capacidade de escuta entre pessoas, comunidades e territórios?
Como diferentes formas de conhecimento dialogam na construção de experiências coletivas?
De que maneira os princípios dos sistemas vivos contribuem para processos de criação, convivência e regeneração cultural?
Campos de pesquisa
Memória social e narrativas biográficas
Identidade, imagem e representação
Arte relacional e processos participativos
Perfumaria botânica e culturas do cuidado
Patrimônio imaterial e transmissão de saberes
Corpo, presença e comunicação não verbal
Práticas comunitárias e intercâmbio cultural
Agrofloresta Estética e sistemas vivos
Possíveis formas de desenvolvimento
Processos de pesquisa artística
Residências de criação
Vivências sensoriais e experiências participativas
Oficinas e programas formativos
Palestras e conversas públicas
Mediação cultural
Cartografias afetivas e processos de memória
Publicações e registros de pesquisa
Intercâmbios entre artistas, instituições e comunidades
Territórios de atuação
A pesquisa dialoga com centros culturais, museus, residências artísticas, universidades, instituições educativas, festivais, projetos comunitários e espaços independentes de arte e cultura. Cada residência é um território singular de investigação, onde diferentes saberes, experiências e modos de vida se relacionam.
Trajetória
Essa pesquisa reúne mais de quinze anos entre artes da imagem, educação, memória social, perfumaria botânica e práticas de cuidado: mais de cem produções artísticas, atuação pedagógica com milhares de jovens, e circulação entre Brasil e Europa. Atravessa contextos como o Theatro Municipal de São Paulo, o Teatro Colón de Buenos Aires, o Teatro da Vertigem, o Museu da Pessoa e a Bienal Ano Zero em Coimbra.
Colaborações
As residências acontecem de forma independente ou em parceria com instituições culturais, programas educativos, universidades, festivais, centros de pesquisa e iniciativas comunitárias, sempre em diálogo com o contexto anfitrião, seus saberes e suas formas de organização.
Contato
Entre em contato para que possamos começar a trabalhar juntos.
